sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A dica deste post foi a amiga Angela Melendez quem enviou! :)

A Editora Bertram acaba de lançar o livro/paródia do 50 Tons de Cinza: 50 tons do Sr. Darcy, escrito por Emma Thomas e traduzido por Natalie Gerhardt.


Apesar de já ter conhecimento do lançamento deste livro em inglês, não imaginava que alguma editora brasileira fosse tão ágil para providenciar a tradução...

O livro tem 304 páginas e está em promoção na Livraria Saraiva por 21,90 reais.
Veja a sinopse ofereciada pela Saraiva:

Imagine Elizabeth Bennet e o sr. Fitzwilliam Darcy, protagonistas de Orgulho e preconceito, deixando de lado a moral e o recato e dando vazão a seus desejos mais ocultos de forma mais pervertida que Christian Grey e Anastasia Steele, personagens de Cinquenta tons de cinza. O resultado: "Cinquenta tons do sr. Darcy", a incrível e hilária paródia escrita por um famoso inglês sob o pseudônimo de Emma Thomas.

É interessante notar como a autora aliou duas linguagens tão distintas: uma clássica e recatada e outra moderna e coloquial. Além disso, é notório que Thomas estudou minuciosamente os dois romances, mesclando as melhores passagens e situações das histórias. Contudo, obviamente, a ironia é a principal característica de Cinquenta tons do sr. Darcy:

“Se pudesse lhe mostrar (...) como uma partida de gamão poderia se equiparar à excitação de grampos de mamilos e como adornar um chapéu poderia proporcionar tanto prazer aos sentidos quanto a inserção de um plugue anal extragrande.”

Leitura obrigatória para aqueles que amaram o livro de Jane Austen e/ou o de E L James. No fim, uma certeza: todos vão querer ler outros romances clássicos também em versões apimentadas.



Trecho do livro publicação pelo Lendo nas Entrelinhas:

“- Pois saiba que o senhor é um personagem maldesenvolvido e unidimensional! – reagiu Elizabeth. – Cinquenta tons? Está mais para dois: “desesperado por sexo” e “mal-humorado”.
A raiva a tornou verbosa, e ela continuou:
- Quem, eu lhe pergunto, quem, com 27 anos, controla uma companhia global multimilionária apenas atendendo ao telefone ocasionalmente e dizendo “Fale com Peters” e “Pegue isso lá na terça-feira”? O que o senhor faz na prática? Além disso, que heterossexual tem músicas de Nelly Furtado no iPod, para não mencionar o fato de achá-las uma trilha sonora adequada para uma sessão de sexo sadomasoquista?
- Srta. Bennet, - interrompeu o sr. Darcy com voz fria – creio que esteja discutindo o livro errado.
Elizabeth se deteve.
- O senhor está certo, sr. Darcy – respondeu ela com seriedade. – Nesse ponto, rogo-lhe que me perdoe. É bastante confuso estar em uma mistura de dois romances tão diferentes.”

 
Leia aqui a avaliação do livro pelo Blog Lendo nas Entrelinhas.

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3 comentários:

Bruna Chagas disse...

Nossa Adriana, estava escrevendo para um blog sobre justamente esse livro...hahahah muito louco essa onda de tons e cinza...ai, ai...nem a Jane escapou...help!

Mariane.BP disse...

Preciso dizer que estou curiosa sim, mas não sei se "desvirtuar" Orgulho e Preconceito dessa forma vale muito a pena...
Bjos.

Adriana Zardini disse...

Essa história de enxovalhar o nome de Jane colocando escolhas de péssimo gosto não é um fenômeno recente. Há tempos comprei um livro chamado: Pride and Promiscuity: The Lost Sex Scenes of Jane Austen....

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